Divulgação das atividades da Biblioteca da Escola Básica Dr. Afonso Rodrigues Pereira (do Agrupamento de Escolas da Lourinhã).

23 fevereiro 2026

Novo estudo EU Kids Online 2025

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Resumo
  • Relatório apresenta usos e experiências de crianças e jovens (9-17 anos) em Portugal com IA generativa, cruzando inquérito nacional a 2.111 participantes e testemunhos qualitativos de 15 adolescentes.
  • Enquadra-se nos projetos do Instituto de Comunicação da Nova (ICNOVA) e do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA).
  • Objetiva informar sobre o impacto da IA generativa nas vidas digitais de crianças e jovens em Portugal.

Índice e Estrutura do Relatório

  • Inclui sumário executivo, metodologia, resultados sobre acessos, competências e atitudes, receios, esperanças, propostas de remediação e conclusões.
  • Contém tabelas e figuras detalhando sociodemografia, uso e perceções de IA generativa entre jovens.

Sumário Executivo e Principais Resultados

  • 85% das crianças e jovens em Portugal usam IA generativa, com uso crescente com a idade; Portugal destaca-se entre países europeus pelo uso diversificado, especialmente para apoio escolar e aconselhamento emocional.
  • Há evidência de divisão digital socioeconómica que afeta acesso e frequência de uso.
  • Conhecimento sobre funcionamento e impactos ambientais, éticos e sociais da IA generativa é escasso; o papel da IA é ambivalente entre aprendizagem e riscos de descapacitação.

Recomendações para a Educação

  • Envolver crianças e jovens na definição de critérios para uso de IA em trabalhos escolares, promovendo responsabilidade ética e literacia crítica.
  • Integrar competências de IA generativa em múltiplas disciplinas para desenvolver pensamento crítico sobre enviesamentos e alucinações.
  • Promover equidade no acesso e literacia digital, dada a disparidade socioeconómica no uso.
  • Valorizar programas de treino entre pares e famílias e aprofundar pesquisa sobre o impacto da IA na educação.

Recomendações para Conhecimento e Políticas Públicas em Portugal

  • INE deve incluir menores de 16 anos nas estatísticas sobre acesso e uso digital.
  • Definir idades para acesso digital deve considerar maturidade dos jovens e escutar suas vozes, priorizando direitos e responsabilidade.
  • Adolescentes recomendam intervenções ativas das plataformas para segurança e recursos adequados, alinhadas com regulações europeias.
  • Estruturas tripartidas envolvendo CNPD, ERC e ANACOM podem melhor responder aos desafios da IA generativa que mera supervisão tecnológica.

Contextualização Sobre IA, Jovens e Sociedade

  • IA generativa representa a quarta fase da IA, distinguida pela criação de conteúdos com base em pequenos inputs, simbolizada pelo Chat GPT lançado em 2022.
  • Europa busca quadro regulatório robusto, equilibrando inovação e proteção, destacando regulamentos como o Digital Services Act e o AI Act.
  • Em Portugal, existem duas estratégias nacionais complementares: Estratégia Digital Nacional (foco em inovação e competências digitais) e Estratégia Única dos Direitos das Crianças e Jovens (foco em proteção e segurança digital).
  • Literacia em IA deve abordar conhecimento, competências e atitudes para capacitar crianças e jovens para interação responsável e crítica com as tecnologias.

Metodologia

  • Inquérito quantitativo a 2.111 crianças e jovens portugueses (9-17 anos) realizado em 2025, integrado no estudo europeu com 25.592 participantes.
  • Explicação clara sobre IA generativa foi fornecida antes das questões para garantir a compreensão.
  • Estudo qualitativo semiestruturado com 15 adolescentes portugueses (13-17 anos), abrangendo uma diversidade sociogeográfica e socioeconómica, com abordagem ética rigorosa.

Quem Acede, Em Que Condições, Para Quê

  • 85% dos inquiridos usam IA generativa; maior uso em adolescentes mais velhos e em condições socioeconómicas superiores.
  • Motivações iniciais para uso incluem curiosidade e influência de pares; acesso material variável, com limitações em bairros sociais e uso em plataformas gratuitas.
  • Uso predominante é para trabalhos escolares, criatividade, jogos e aconselhamento pessoal, com destaque para Chat GPT e plataformas como Roblox e Character AI.
  • Relatos qualitativos evidenciam perceções de eficácia, facilidade e linguagens neutras da IA, mas também preocupações com limitações das respostas e exposição a riscos em plataformas sociais.
  • Relações emocionais com IA são ambivalentes, variando entre a perceção de uma ferramenta e a pessoa simulada, com sentimentos tanto de proximidade como de inquietação perante a antropomorfização.

Conhecimentos, Competências e Atitudes

  • Definições espontâneas variam, destacando IA como ferramenta ou robô que cria e ajuda, mas com desconhecimento profundo do funcionamento interno, especialmente nos mais novos e socialmente vulneráveis.
  • Competências desenvolvidas incluem pensamento computacional, colaboração e avaliação crítica, apesar de poucos validarem informações externamente.
  • Preocupações éticas envolvem direitos de autor na criação colaborativa e manipulação de conteúdos, com cerca de metade dos inquiridos preocupados com imagens e histórias falsas.
  • Atitudes sobre dependência da IA são significativas, assim como a percepção ambivalente sobre privacidade e segurança, com níveis variados de confiança ou desconfiança.

Receios, Esperanças e Propostas de Remediação

  • Entre receios dominam a perda de controlo humano e impacto no emprego; esperanças incluem estímulo à criatividade.
  • Preocupações são maiores entre os mais jovens, raparigas e grupos socioeconómicos desfavorecidos.
  • Propostas para melhoria incluem literacia em IA para jovens, integração educativa, regulação das plataformas, alertas de risco e restrições de acesso para faixas etárias mais baixas.
  • Responsabilidade atribuída principalmente ao utilizador, pais e empresas, com alguma diversidade de opinião sobre regulação governamental.

Conclusões

  • IA generativa já está integrada no quotidiano dos jovens portugueses, com desigualdades de acesso e usos multifacetados ligados a rapidez, facilidade e comunicação personalizada.
  • Falta uma literacia crítica efetiva e uma regulação que promova segurança, transparência e apoio ao desenvolvimento saudável dos jovens.
  • Recomendam-se ações conjuntas da indústria, governos, educadores, pais e meios de comunicação para garantir ferramentas seguras, respetivas regulações, orientação pedagógica e literacia crítica em IA generativa.

Referências

  • Incluem documentos institucionais portugueses e europeus, relatórios científicos internacionais sobre IA e literacia digital, regulamentos europeus e estudos da rede EU Kids Online.


 

 

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